Projeto
FabricaAí · Pedro Vieira Martinelli

FabricaAI é um marketplace B2B de manufatura sob encomenda. Uma empresa que precisa fabricar peças (usinagem, corte a laser, dobra, caldeiraria, conjuntos soldados) sobe os desenhos e a planilha de itens, e oficinas qualificadas disputam a produção. O comprador compara propostas sem saber quem está cotando, escolhe, e a plataforma cuida do resto: contrato, ordem de produção, vistoria, transporte e, se der problema, a mediação. Cada uma dessas etapas deixa um registro na blockchain Solana, para que a trilha do pedido seja pública, imutável e verificável por qualquer uma das partes. O projeto nasceu de uma dor concreta do chão de fábrica brasileiro. Quem compra peça técnica hoje perde dias mandando e-mail e WhatsApp para vários fornecedores, recebe orçamentos em formatos diferentes, não tem garantia de que o desenho foi lido direito e, quando a peça chega errada, não tem onde reclamar. Do outro lado, oficinas pequenas e médias têm máquina parada e não têm canal para achar cliente novo além da indicação. A FabricaAI fica no meio: organiza o pedido, protege o comprador e traz demanda para o fornecedor. Para quem é Compradores: engenharias, indústrias de médio porte, integradores e qualquer empresa que compra peças por desenho técnico e quer previsibilidade de preço, prazo e qualidade. Fornecedores: oficinas e metalúrgicas com processos definidos (torno, fresa, laser, dobra, solda), que passam por homologação, cadastram capacidades e ganham reputação a cada entrega. Backoffice FabricaAI: o time interno que pré-processa pedidos, homologa fornecedores, acompanha risco, concilia pagamentos e arbitra disputas. O que já está rodando A plataforma está funcional de ponta a ponta em ambiente de homologação, com landing pública, cadastro progressivo e três perfis de acesso. O comprador cria um pedido com vários itens, um a um ou importando uma planilha em qualquer layout, e distribui os desenhos em lote pelo nome do arquivo. Os arquivos (STEP, IGES, STL, DXF, PDF) abrem num visualizador 3D dentro do navegador. O backoffice pré-processa e o comprador aceita o escopo, que fica congelado com hash. Os itens são agrupados em grupos de cotação e cada grupo pode ir para um fornecedor diferente. Os lances são anônimos, com janela de 72 horas, e só chegam a fornecedores elegíveis pelos processos exigidos. Escolhido o vencedor, o sistema gera contrato para assinatura digital, emite a ordem de produção imutável em PDF e acompanha o status por grupo. Na entrega, o fornecedor registra fotos de metrologia com marca d'água e a nota fiscal; checklist de vistoria e cotas críticas fazem gate antes da etiqueta de envio. Há rastreio, aceite automático em D+7, disputa com arbitragem, rating em cinco fatores, recompra sem reupload, chat moderado, dashboards e painel de backoffice completo. Rastreabilidade em Solana Todo artefato relevante já nasce com hash: aceite de escopo, contrato assinado, OP, fotos de vistoria, entrega. A proposta é ancorar esses hashes na Solana e representar a ordem de produção como um token cujo histórico de status (cotação, fabricação, vistoria, envio, aceite) é gravado on-chain. Nada sensível vai para a chain, só a prova. Comprador, fornecedor e árbitro passam a verificar a trilha de forma independente, e a disputa deixa de ser palavra contra palavra. Solana foi escolhida pelo custo por transação e pela finalização em segundos. O que vem a seguir O foco é o piloto com clientes reais. Para isso falta: a ancoragem on-chain e o token da OP; religar o pagamento (Pagar.me) ao modelo de vários fornecedores por pedido, com repasse por grupo; termos jurídicos definitivos; domínio; infraestrutura de produção e runbooks. Na sequência, escrow do pagamento em smart contract liberado no aceite, NFS-e automatizada, chat em tempo real e novos modelos de pagamento. A meta de curto prazo não é escala: é rodar algumas dezenas de pedidos por mês com margem, aprender com eles e só então abrir a torneira.
Projeto submetido no Hackathon Solana & Cursor.