Projeto
GeoYield Protocol · SANDRA MARIA PEREIRA

O GeoYield Protocol é uma infraestrutura de inteligência territorial e finanças programáveis para o agronegócio. O projeto conecta geoprocessamento, GeoAI, dados climáticos e blockchain para transformar informações sobre território, produção e risco agrícola em dados verificáveis e operações financeiras programáveis na Solana. A proposta é criar uma camada de infraestrutura que conecte o território físico à economia digital. O produtor cadastra seu terreno a partir do CAR e delimita seus talhões, que representam as áreas efetivamente destinadas ao plantio. Sobre essa estrutura territorial podem ser associadas safras, culturas, evidências e informações climáticas. A partir desses dados, o GeoYield calcula indicadores de risco e os transforma em observações verificáveis para utilização em seguros paramétricos, crédito agrícola, operações de barter, rastreabilidade e, futuramente, estruturas de RWA e DeFi. A arquitetura é dividida em duas camadas. A camada off-chain concentra os dados geoespaciais, geometrias, evidências, dados climáticos e processamento de GeoAI. PostgreSQL/PostGIS é utilizado para armazenar e validar os objetos territoriais, garantindo regras como a contenção do talhão dentro dos limites do terreno e a ausência de sobreposição indevida entre áreas de plantio. A camada on-chain, implementada na Solana, registra os elementos necessários para atestação e execução das regras financeiras. Dados geográficos e grandes volumes de dados científicos não são armazenados na blockchain; seus hashes e estados relevantes podem ser utilizados para garantir integridade e rastreabilidade. O componente de inteligência utiliza Python, FastAPI, GeoPandas, NumPy e PySAL. A metodologia SANDRA é utilizada como referência para seleção dinâmica de atributos e análise espacial. O pipeline também calcula dependência espacial, Índice de Moran e indicadores LISA para identificação de padrões e anomalias territoriais. Para risco hídrico, o MVP utiliza o Índice Padronizado de Precipitação (SPI) em uma abordagem gaussiana demonstrativa. O objetivo é transformar eventos climáticos mensuráveis em indicadores objetivos que possam alimentar regras paramétricas. Na camada blockchain, o programa desenvolvido em Rust/Anchor na Solana Devnet implementa a estrutura de apólice paramétrica, registro de observações do oráculo e execução de payout. No cenário demonstrativo atual, uma condição de risco baseada em SPI pode disparar a liquidação quando o indicador atinge o limite definido na apólice. O MVP já possui frontend geoespacial em Next.js/React/Leaflet, backend GeoAI em FastAPI/Python, banco PostgreSQL/PostGIS e smart contract Anchor/Rust integrado à Solana Devnet. A aplicação permite representar terrenos e talhões, visualizar informações territoriais, executar análises GeoAI e demonstrar o fluxo entre análise de risco, oráculo e liquidação on-chain. Os dados territoriais, climáticos, de produção e demais bases utilizados atualmente são demonstrativos e têm como finalidade validar a arquitetura, os fluxos e a integração tecnológica do MVP. A integração com fontes oficiais, séries históricas e bases de produção será detalhada, validada e implementada nas próximas etapas do projeto. O roadmap contempla a expansão da infraestrutura territorial para bases oficiais, inicialmente com foco no Rio Grande do Sul e na região de Passo Fundo, incluindo IBGE, SICAR, CONAB, MapBiomas e outras fontes relevantes. Também está prevista a evolução do modelo de safra, permitindo associar uma safra a um ou vários talhões e calcular previsões de colheita a partir de regras agronômicas versionadas. Na evolução do oráculo, o projeto incorporará séries históricas reais, metodologias estatísticas mais robustas, controle de qualidade, versionamento de modelos e mecanismos de auditoria e atestação. Essa camada permitirá associar cada indicador de risco ao território, fonte de dados, metodologia e versão utilizada.
Projeto submetido no Hackathon Solana & Cursor.